segunda-feira, 25 de maio de 2020

Automedicação, um (triste e vergonhoso) recorde mundial

   Olá, hoje vamos falar de um grande, um enorme problema de saúde nacional, a AUTOMEDICAÇÃO.
     
     Nosso país é recordista mundial quando o assunto é automedicação. Isso é o que aponta o levantamento feito pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Segundo os dados, 72% da população brasileira toma remédios por conta própria e 40% usa a internet como ferramenta de diagnóstico.
      Embora o Brasil seja o líder no quesito automedicação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o problema em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pessoa morre diariamente por erros relacionados ao uso de remédios e cerca de 1,3 milhão de norte americanos têm sintomas agravados.
     Por aqui, a chegada do inverno leva ao crescimento da prática. Como nesta época os casos de doenças respiratórias aumentam, as pessoas buscam soluções imediatas e acabam fazendo uso de medicamentos (como analgésicos ou anti-inflamatórios) para aliviar sintomas como dores no corpo, espirros ou coriza.
     Para agravar a situação, nesse atual cenário de pandemia do COVID-19, as farmácias e drogarias viram explodir as vendas não só das polêmicas Cloroquina/Hidroxicloroquina, mas também de antitérmicos e outras supostas drogas que teriam capacidade de combater o vírus, como a nitazoxanida e a ivermectina. Vale lembrar que até o momento dessa publicação (26/05/2020) não existe nenhuma comprovação científica sobre a eficácia do uso dessas drogas no combate à COVID-19, e coibir a automedicação é nosso dever como profissional da saúde.

     Além disso, o efeito do remédio pode inibir sintomas fundamentais para a identificação de doenças e levar a um diagnóstico incorreto em algumas situações. Como consequência temos o agravamento de alguns quadros. Por isso, é imprescindível a busca por uma orientação médica adequada.
     Em março do ano passado o Desafio Global de Proteção do Paciente em Relação à Segurança da Medicação foi lançado pela OMS com o objetivo de propor caminhos que ajudem a melhorar o modo como os medicamentos são prescritos e consumidos. A conscientização é essencial para a mudança de cenário.
     
     E aí, gostou do tema de hoje? Comente e deixe mais sugestões sobre assuntos para discutirmos aqui. Forte abraço.


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