Olá, hoje vamos falar de um grande, um enorme problema de saúde nacional, a AUTOMEDICAÇÃO.
Nosso país é recordista mundial quando
o assunto é automedicação. Isso é o que aponta o levantamento feito pelo
Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Segundo os dados, 72% da
população brasileira toma remédios por conta própria e 40% usa a internet como
ferramenta de diagnóstico.
Embora o Brasil seja o líder no quesito
automedicação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o problema em
outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pessoa morre diariamente
por erros relacionados ao uso de remédios e cerca de 1,3 milhão de norte
americanos têm sintomas agravados.
Por aqui, a chegada do inverno leva ao
crescimento da prática. Como nesta época os casos de doenças respiratórias
aumentam, as pessoas buscam soluções imediatas e acabam fazendo uso de
medicamentos (como analgésicos ou anti-inflamatórios) para aliviar sintomas
como dores no corpo, espirros ou coriza.
Para agravar a situação, nesse atual
cenário de pandemia do COVID-19, as farmácias e drogarias viram explodir as
vendas não só das polêmicas Cloroquina/Hidroxicloroquina, mas também de
antitérmicos e outras supostas drogas que teriam capacidade de combater o
vírus, como a nitazoxanida e a ivermectina. Vale lembrar que até o momento dessa
publicação (26/05/2020) não existe nenhuma comprovação científica sobre a
eficácia do uso dessas drogas no combate à COVID-19, e coibir a automedicação é
nosso dever como profissional da saúde.
Além disso, o efeito do remédio pode
inibir sintomas fundamentais para a identificação de doenças e levar a um
diagnóstico incorreto em algumas situações. Como consequência temos o
agravamento de alguns quadros. Por isso, é imprescindível a busca por uma
orientação médica adequada.
Em março do ano passado o Desafio
Global de Proteção do Paciente em Relação à Segurança da Medicação foi lançado
pela OMS com o objetivo de propor caminhos que ajudem a melhorar o modo como os
medicamentos são prescritos e consumidos. A conscientização é essencial para a
mudança de cenário.

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